ATUALIZANDO A DISCOTECA: Black Paisley, “Late Bloomer” (2017)

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Late Bloomer cover final
Black Paisley: “Late Bloomer” (2017, Independente) NOTA: 8,0

A banda sueca Black Paisley combina os elementos do Rock Clássico, Melodic Rock e Country Moderno, numa mescla liderada por vocais emebebidos de espírito bluesy, e guitarras inflamadas. Um dos grandes méritos do quinteto formado por Stefan Blomqvist (vocais e guitarras), Ulf Hedin (guitarra solo e backing vocals), Jan Emanuelsson (baixo), Robert Wirensjö (teclados, piano e backing vocals), e Robert Karaszi (bateria e percussão), são as músicas com grandes refrãos das composições emocionais, com forte acento AOR.

“Run Run Run” já abre o álbum com o espírito lá em cima, com um riff de guitarra que ferve num caldeirão irresistível de Rock N’ Roll. Aqui já vemos que os backing vocals serão erigidos em seus mínimos detalhes melódicos e o refrão gruda na cabeça já de primeira ouvida, assim como “Kickin'” (com efeitos muito bem sacados) serão ataques fulminantes.

Já faixas como “Way To Something”, “Easy”, “In My Day”, capturam a vibração das baladas radiofônicas, com qualidade e emoção, soando como apelos dos bons tempos da música pop para a nova geração. Através destas faixas ainda nos mostram que possuem uma sensibilidade grandiosa para as melodias, como em “Autumn”, faixa que evidencia como a elegância roqueira consegue caminhar junto ao apelo melódico do pop.

Confira a faixa “Way To Something”… 

As linhas de guitarra por vezes flertam com as formas do Southern Rock, enquanto o Hard Rock comanda a festa! O gigantismo pop das harmonias vocais é pareado por este trabalho nas seis cordas, invadindo o cérebro. Nos momentos mais voltados ao country/rock, como “In My Day” e “It Ain’t Over”, chegamos a lembrar do álbum “Undiscovered Soul”, de Richie Sambora. Em momentos mais sóbrios e cadenciados, como “One Day”, chegamos a lembrar um pouco do Hard Rock setentista, pelos teclados climáticos e riffs menos grudentos.

Nada mais natural de uma banda que passou um longo tempo se dedicando aos covers de Classic Rock e recheou sua bagagem musical das melhores influências para construir este álbum sobre os alicerces clássicos, mas com sabor moderno, dando novo fôlego ao que praticam nomes como Bon Jovi, Bruce Springsteen, Brian Adams, The Eagles, e Lynyrd Skynyrd.

Confira a faixa “It Ain’t Over”… 

“Late Bloomer” é um álbum de estréia que apresenta uma produção precisa, feita pela própria banda, que se encaixou perfeitamente na sonoridade, com tempero certo de saudosismo, sem perder o contexto moderno.

Destaque às linhas vocais de  Stefan Blomqvist que conseguem capturar a emoção exata para cada momento, indo da pegada mais Rock N’ Roll, à mais emocional com desenvoltura, chegando a lembrar Richie Sambora em alguns momentos, e Bruce Springsteen ou Bob Seger em outros.

Claro que o excesso de baladas pode incomodar quem espera por mais energia das composições, mas esse fato condiz com a proposta apresentada pela banda: ser emocional e cheio de alma!

Além disso, a versatilidade vocal, junto a dinâmica variação das composições cria um clima de coletânea de sucessos, tornando o álbum envolvente e extremamente prazeroso de se ouvir.

Anúncios

E aí? Curtiu? Conte-nos o que achou desta postagem, mas seja educado, por favor!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s