ATUALIZANDO A DISCOTECA: Labyrinth, “Architecture of a God” (2017)

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Labyrinth, “Architecture of a God” (2017, Frontiers Music srl) NOTA:8,5

Quem viveu o “boom” do Power Metal italiano em meados dos anos 1990 com certeza se lembra do Labyrinth, banda capitaneada pelos guitarristas Olaf Thorsen e Andrea Cantarelli, junto ao vocalista Roberto Tiranti, e que apresentou ao menos um clássico do gênero, à saber, “Return to Heaven Denied” (1998), o ápice de uma discografia que lhes concedeu grande sucesso na Europa.

Ao longo de sua trajetória, bons álbuns se seguiram, bem como inúmeras mudanças na formação, sendo que este “Architecture of a God” nasce após um hiato de sete anos, desde que lançaram a segunda parte de “Return to Heaven Denied”, subtitulada como “A Midnight Autumn’s Dream”.

A “tecladeira espacial” abre alas neste novo álbum do Labyrinth, através da faixa “Bullets” que logo se recolhe a seu papel mais climático, dando espaço aos riffs e andamentos rápidos, típicos do Power Metal cheio de melodia, principalmente nos refrãos, linhas vocais épicas, e toques progressivos. Essa receita se repetirá na veloz “Take on My Legacy”, mas, no geral, os teclados terão um papel importante na sonoridade e o Power Metal estará bem diluído dentro do Hard Rock.

Esta nova versão do Labyrinth se mostra ainda mais forte e musicalmente mais convidativa, mesmo que desconstruam os usuais elementos da música da banda, conseguiram se reinventar dentro de uma proposta mais que interessante, unindo a velocidade e a veia épica do Power Metal, à alta musicalidade progressiva e ao grudento contexto melódico do Hard Rock. 

Por esta faixa de abertura, podemos notar que os fãs da banda não irão se decepcionar com este mais recente trabalho, que vem ainda mais energético e banhado em atitude. Menos sintetizado, apesar de transbordar virtuose em alguns arranjos, e numa produção bem mais orgânica.

Mas quem está acostumado à sonoridade clássica da banda, pode até mesmo se assustar com o a pulsante veia Hard Rock, camuflada sob uma capa progressiva, da segunda faixa, “Still Alive”, com guitarras flamejantes, alta classe melódica, além de peso e velocidade controlados. Contexto que se repetirá em “Someone Says”, “We Belong To Yesterday” “Those Days”.

Este espírito Hard Rock, que combina tão bem com as nuances melódicas do Power Metal, deu um sabor novo à música dos italianos, numa receita muito bem estabilizada pelos detalhes progressivos, que aparecem mais evidentes em “New Dream” (que traz passagens que remetem ao Rush, outras ao Kansas e ao Yes, mas de forma envolvente) ou na texturizada “Random Logic”.

Confira o clipe da faixa “Bullets”… 

“Architecture of a God” é um álbum que nasceu após um convite da gravadora Frontiers, impelindo os integrantes a resolverem suas tribulações, o que resultou numa perfomance no Frontiers Metal Festival, tocando o álbum “Return to Heaven Denied” na íntegra.

Neste panorama, os guitarristas Olaf Thorsen e Andrea Cantarelli, junto ao vocalista Roberto Tiranti, reformularam a formação da banda com John Macaluso (TNT, Riot, Ark) na bateria, o virtuoso Oleg Smirnoff (Vision Divine, Edritch) nos teclados, e Nik Mazzucconi no baixo.

Esta nova versão do Labyrinth se mostra ainda mais forte e musicalmente mais convidativa, mesmo que desconstruam os usuais elementos da música da banda, conseguiram se reinventar dentro de uma proposta mais que interessante, unindo a velocidade e a veia épica do Power Metal, à alta musicalidade progressiva e ao grudento contexto melódico do Hard Rock.

Confira o clipe da faixa “Someone Says”… 

Dá pra perceber uma banda que cria intrincados momentos instrumentais, mas ao mesmo tempo eleva um aflorado sentimento musical, sem tornar a receita indigesta, muito pelo contrário.

O instigante agridoce de “Architecture of a God” vem justamente desta sobreposição de gêneros, de onde nasce ao menos uma obra-prima, a faixa-título. Multifacetada e impressionante, seguida de perto pela instrumental “Children”, que até injeta um pouco de adrenalina pop em suas melodias, “Diamonds” (e sua veia pinkfloydiana) e pela metálica “Stardust and Ashes”

“Architecture of a God”  é construído sobre riffs ganchudos, grandes melodias, incisões certeiras de Metal Progressivo e imponência Power Metal, edificando um álbum destacável dentro de um estilo saturado e que tenta de reformular nos dias de hoje.

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