ATUALIZANDO A DISCOTECA: Avatarium, “Hurricane and Halos” (2017)

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Avatarium: “Hurricanes and Halos” (2017, Nuclear Blast, Shinigami Records) NOTA:8,5

E a banda Avatarium, formada na Suécia, em 2012, por Leif Edling (ex-Candlemass) e Marcus Jidell (Evergrey), continua sua moderna pratica do Doom Metal/Rock, de aspecto épico e régio, guiado pelos vocais de Jennie-Ann Smith e construído sobre o Hard n’ Heavy de tonalidade vintage, temperado por claras influências de Rainbow, Deep Purple, e Black Sabbath.

Agora, sem a presença de Leif Edling no line-up, a banda apresenta seu novo e terceiro trabalho, “Hurricanes and Halos”, e a faixa de abertura, “Into The Fire/Into The Storm”, junto a “The Sky At The Bottom of The Sea” (que seria a abertura do Lado B do vinil, com suas guitarras tempestuosas) nos darão a exata certeza de que as coisas continuam nesse caminho, com riff sinuoso, seção rítmica cadenciada, vocais sirênicos, refrão envolvente e solo de teclado flamejante.  Ambas são duas das faixas compostas por Edling que continua, neste trabalho, influenciando a banda como mentor e força criativa.

Em “Hurricanes and Halos”, como um feitiço místico por harmonias sonoras, a banda Avatarium explorara ao máximo seu altíssimo potencial mostrado nos dois álbuns anteriores, lapidando de vez sua identidade hipnotizante, sombria, lúdica, poética, melancólica, agridoce, fantasmagórica e vintage, deixando-a ainda mais pujante e grandiloquente.

O sabor vintage continua acentuado, mas agora, talvez pela dose a mais de peso em momentos pontuais, a sonoridade do Avatarium soa renovada. Sim, a passagens limpas continuam calcadas nas raízes do Classic Rock, e a imponência das composições apresentadas nos dois álbuns anteriores foi trocada por uma variação maior nos arranjos que usam e abusam de melodias, como vemos em “The Starless Sleep” (também de Edling) e “A Kiss (From The End of The World)” que seriam hits radiofônicos num mundo mais roqueiro.

Os teclados ainda ajudam na aclimatação obscura, mas por  doses mais homeopáticas, sendo que o suspense classudo de outrora está mais intenso pela variação de texturas das guitarras pesadas, cativantes e soturnas, para os violões de harmonias limpas, indo de frágeis baladas, e blues rock  ao Doom moderno, como se o Black Sabbath se fundisse ao The Devil’s Bloood, numa têmpera vintage que mistura Soul e Classic Rock.

Confira o clipe de “The Starless Sleep”… 

Por outro lado, soam mais ousados. “Road To Jerusalem”, por exemplo, é uma composição mais experimental dentro do campo musical da banda, onde beleza e escuridão dialogam numa balada impressionante, numa alquimia que será repetida em “When Breath Turns to Air” (dedicada ao falecido pai de Marcus Jidell), composição densa, com detalhes emocionais, e de sentimento quase palpável.  Ambas as músicas são contribuições da dupla Jidell-Smith, evidenciando que a banda tem futuro sem a mão de Edling.

E por falar em suspense classudo e experimentação melódica através de harmonias limpas e soturnas (que também aparecerão na faixa-título), e variação de andamento, “Medusa Child” se apresenta como a grande estrela da companhia, em seus épicos nove minutos de pura inventividade, lascívia obscura, e imprevisibilidade, passeando por difusas e sombrias guitarras bluesy, teclados climáticos e lúdicos, coral infante e cadência hipnótica.

Confira o lyric video para a faixa “Into The Fire/ Into the Storm”… 

A produção ficou à cargo do próprio Marcus Jidell, que conseguiu, junto a David Castillo (Katatonia, Bloodbath, Opeth), responsável pela gravação e mixagem no famoso Ghost Ward Studios, e Jens Bogren (Soilwork, Sepultura) que trabalhou na masterização, dar organicidade e amplitude às potencialidades da banda, conferindo mais dinâmica às composições e compactando a unidade musical dos elementos, dispondo, inteligentemente, o tracklist como se ouvíssemos um LP.

Se no álbum anterior, “The Girl With The Raven Mask”, ficava claro que caminhavam para a excelência de sua fórmula, agora, como um feitiço místico por harmonias sonoras, retiraram a parcela morna da proposta, e exploraram ao máximo seu altíssimo potencial, lapidando de vez sua identidade hipnotizante, sombria, lúdica, poética, melancólica, agridoce, fantasmagórica e vintage, deixando-a ainda mais grandiloquente.

Confira nossa resenha para o álbum “The Girl With The Raven Mask”, aqui

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