ATUALIZANDO A DISCOTECA: MaidaVale, “Tales of the Wicked West” (2017)

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MaidaVale: Tales Of The Wicked West (2017, the Sign Records) NOTA:9,0

“(If You Want the Smoke) Be The Fire”, faixa de abertura deste “Tales of the Wicked West”, primeiro álbum da banda MaidaValle, vai ser arrebatadora aos ouvidos que se aprazem do Blues Rock psicodélico, de pegada sessentista e vintage, afinal, esta composição traz toda aquele clima viajante e lisérgico ao longo de seus pouco mais de cinco minutos de modo arrebatador. Riffs e solos de guitarra reverberam por uma cadência envolvente, em parceria a vocais hipnóticos e quase ritualísticos.

Sim, lembra muito o que fazem bandas atuais que investem em texturas vintages para desenvolver seu Classic Rock, todavia, os suecos do MaidaValle tentam soar como um elo perdido de eras passadas do Rock, pois sua produção e timbragens são orgânicas e modernas. Utilizam os mesmos ingredientes, mas a receita final se vale de influências como ponto de partida e não como modelo a ser imitado, mostrando desenvoltura instrumental, engenhosidade e inteligência nos arranjos, principalmente nas guitarras versáteis.

Confira o clipe de “(If You Want the Smoke) Be The Fire”… 

Argumentos corroborados pelas faixas de destaque inicial: a intensa e direta “Colour Blind”, “The Greatest Story Ever Told”, o blues sincopado e experimental de “Restless Wanderer”, e “Standby Swing”, que se baseiam na cena musical das décadas de 1960 e 1970, com vibrações psicodélicas, habilidade técnica instrumental, mas sem o cheiro de mofo, ou sabor requentado, talvez pelas inserções pontuais de disfarçados elementos também utilizados no Rock Alternativo noventista. Não tentam reinventar a roda, mas praticam o estilo que escolheram com competência e explícito conhecimento de causa.

E o sucesso nesta “recriação” da geometria psicodélica se deve à produção que conseguiu capturar muito bem os elementos do rock setentista que a banda queria trabalhar, amplificando a fórmula com linhas de baixo encorpadas, bateria firme, mas não crua, e melodias advindas da guitarra e dos vocais brilhantes de Matilda Roth, que encarna uma fusão de Ellie Goulding (Blues Pills) com Esther “Jinx” Dawson (Coven).

Confira uma performance ao vivo da faixa “Dirty War”… 

Esta atmosfera Heavy Rock vintage é mais cerebral, climática e densa, deixando os arranjos explosivos de lado, num nítida liberdade musical, evocando bem vindo aspectos do Blues, por andamentos mais cadenciados, diluindo muito bem as melodias pop com sentimento blues em guitarras proeminentes e sinuosas que chegam a flertam com o groove “funkeado” nas duas melhores faixas do trabalho, que fecham-no, “Find What You Love and Let it Kill You”, ” Heaven and Earth”, que chegam a lembrar o Funkadelic em certas passagens.

E a Suécia apresenta mais uma ótima banda de Rock! O que será que existe na água daquele país?

Confira, na íntegra, o álbum via Bandcamp… 

 

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