ATUALIZANDO A DISCOTECA: Dragonforce, “Reaching Into Infinity” (2017)

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Dragonforce: “Reaching Into Infinity” (2017, earMusic, Sound City Records, Shinigami Records) NOTA:9,0

Sim, o Dragonforce é a típica banda de Metal Melódico, investindo em faixas complexas, rápidas e intensas, construídas sobre uma geometria virtuosa e progressiva para o Speed Metal. Todavia, é inegável que desde a tomada intelectual das composições do sexteto londrino pelo baixista Frederic Leclerq, experimentamos sabores que vão além do usual ao gênero, respirando ares mais pesados e intensos.

“Reaching Into Infinite” um claro exemplo deste fato, ao combinar vocais agressivos e blast beats, aos riffs bem trabalhados, e belos refrãos, imprimindo mais visceralidade em seu panorama melódico, conjurando uma tempestade de energia e técnica musical por andamentos velozes.

Confira o clipe para a faixa “Ashes of Dawn”… 

Claro que existem faixas que investem nos cacoetes mais tradicionais do Speed Metal Melódico, como “Ashes Of Dawn”“Astral Empire”, “Curse of Darkness”, “Midnight Madness”, “Our Final Stand”, “Hatred and Revenge”. Mas, mesmo nestes momentos, podemos observar uma dinâmica envolvente nos arranjos, ora com passagens mais cadenciadas, ora com um acento mais épico, e sempre caminhando em direções inesperadas.

Imprevisibilidade inclusive na rotação de instrumentos durante os solos: “Astral Empire” “Judgement Day” (esta trazendo flertes eletrônicos, arranjos mais incisivos e geometria estrutural do Metal Extremo, texturizada pela timbragem do metal melódico e tangenciando o progressivo nos detalhes), por exemplo, possuem solos de baixo e teclados, respectivamente.

Além disso, é interessante ver Marc Hudson cantando de forma mais agressiva em passagens de “Ashes of the Dawn” “Curse of Darkness”, sem falar no cover para “Evil Dead”, do Death, que vem como faixa bônus. Quiçá, esta ousadia vocal de Hudson seja a confirmação de como “Reaching Into Infinite” é uma continuação de metamorfose que a banda “sofre” desde que Leclerq começou a ter mais influência dentro do processo de composição, em “Maximum Overload” (2014). Aqui, Leclerq que compôs setenta por cento do material, além da parceria com Sam Totman.

Confira a faixa “Judgement Day”… 

Neste sentido, “War” é a consolidação desta transmutação sonora, afinal é um Thrash Metal, mas com a identidade do Dragonforce. Ou seja, desenvolveram uma marca que está impressa tanto nos temas mais melódicos, quanto nos mais progressivos, ou nos mais agressivos, ou ainda na cadência irresistível da power ballad “Silence”, refletindo detalhes esmerados, em composições pensadas em seus mínimos detalhes.

Aos meus ouvidos, eles recuperaram o vigor dos dois primeiros trabalhos do Helloween (como em “Land of Shattered Dreams”), por vias mais modernas, versáteis e sem limites de gênero. Misturam Metal Melódico, Extremo, Progressivo, e texturas eletrônicas, com melodias acessíveis nos vocais, desenvoltura e fluidez.

Os blast beats emergem dos solos de guitarra, teclados e demais efeitos que formam o caldo musical da banda, e os vocais Black Metal ganharam mais relevância na sonoridade, culminando numa perene intensidade extrema, principalmente no alicerce da seção rítmica, e no frenesi das guitarras. Na verdade, acho que eles submergiram um pouco do Power Metal de sua música, deixando esses “novos” (entre aspas, pois eles claramente já estavam lá) elementos sobressaírem.

Dentre as composições, “The Edge of The World” é facilmente a melhor faixa do álbum. Progressiva, com passagens climáticas, variação de andamentos, além de um trabalho de vozes impressionantes (com vocais guturais num entrelace com o Death Metal), com refrão brilhante, pareadas por guitarras melódicas empolgantes. Ao lado de “Judgment Day” são os dois pontos de máximo de um álbum nivelado por cima.

Confira a faixa “Curse of Darkness”… 

Alguns podem estranhar a produção moderna e cirúrgica, quase pasteurizada, à cargo de Jens Bogren, mas até isso faz parte da imagética da banda, que levou o gênero a um novo patamar de intensidade e estrutura, com muita maturidade na hora de encaixar paisagens diferenciadas na reconstrução de seu Metal Melódico.

Por fim, palmas à edição nacional, via Shinigami Records, que vem num digipack encorpado, com direito a duas faixas bônus e um DVD com três faixas ao vivo registradas no Woodstock Festival da Polônia, em 2016, com múltiplas opções de câmera.

Um álbum que reascendeu a vontade de ouvir Speed Metal Melódico!

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