ATUALIZANDO A DISCOTECA: Sunroad, “Wing Seven” (2017)

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Por Will Bernardes

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Sunroad: “Wing Seven” (2017, Musik Records) NOTA:10

É fato que o Hard Rock no Brasil, ao longo dos anos, teve seus momentos de altos e baixos, mas que, no final dos anos 80 e na década de 90, destacou-se pelo crescimento, tanto em quantidade de bandas quanto em qualidade das mesmas, nos concedendo clássicos do gênero, ao qual, tiveram reconhecimento não só a nível nacional como em várias partes do mundo.

Muito se deve a nomes como Golpe de Estado, Rosa Tattoada, Dr. Sin, X-Rated, entre outros, que, em sua época, alavancaram a cena no mercado nacional garantindo um público fiel e inspirando novas bandas do gênero.

Em meio dessa geração, por volta de 1996, o Sunroad começava sua longa trajetória em Goiânia com os primos Danillo Vee e Fred Mika, onde recrutaram mais dois integrantes e firmaram inicialmente como quarteto e lançaram seus dois primeiros trabalhos apenas em seu estado.

Após várias mudanças de membros e contratos, começam a se destacar nas mídias especializadas nacionais e internacionais garantindo boas críticas e sendo reconhecida como uma das principais bandas de Hard Rock do centro oeste do país.

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Em “Wing Seven”, a banda Sunroad  caracteriza seu estilo mais próximo ao Hard/Heavy, marcado pelo peso da guitarra e pela melodia pomposa do Hard Rock, forjando um álbum ímpar que merece o posto de um dos melhores do ano!

Em seus 20 anos de estrada, o grupo alcançou grandes façanhas, como abrir uma turnê brasileira de Joe Lynn Turner, regravar “Sun In My Hand”, do Scorpions (autorizada pelo próprio guitarrista Uli Jon Roth), e um convite para abrir um workshop do baterista Garry King ( Exorcism, Joe Lynn Turner, Jeff Beck).

Atualmente formada por Andre Adonis (vocais/teclados), Netto Mello (guitarras/back vocals), Fred Mika (bateria/back vocals) e Akasio Angels (baixo), a banda lança em 2017, via MusiK Records, seu sétimo álbum “Wing Seven”.

Confira a faixa “Destiny Shadows”… 

Sua essência gira em torno no Hard Rock, contudo as incorporações de elementos Heavy Metal abrangem e exploram seus conceitos técnicos e líricos a patamares mais elevados, garantindo boa citações de ambos os gêneros, o que caracteriza seu estilo mais próximo ao Hard/Heavy, marcados pelo peso da guitarra e melodia pomposa do Hard Rock.

É notável a experiência do grupo, devido a suas parcerias e turnês, por meio da qualidade de criação e desenvoltura ao longo do álbum, com composições de altíssimo nível, bem executadas e balanceadas de forma orgânica.

Confira a faixa “Whatever”.. 

Seu mais novo integrante, Andre Adonis, mostra se perfeitamente sincronizado com a proposta do grupo, contribuindo em perfeita harmonia com seus vocais limpos e cativantes, contudo com entonação poderosa e, nos momentos certos, com certa agressividade.

A vigorosa faixa de abertura, “Destiny Shadows”, injeta doses cavalares de Heavy clássico, com riffs encorpados simetricamente intercalados com os vocais enérgicos e refrão magnético bem entonado por Adonis. Já a ótima “In The Sand”, traz uma levada cadenciada (com um feeling a la Mr. Big), sustentada pela excelente execução da guitarra de Netto Mello, principalmente nos solos, flertando mais ao hard rock moderno.

Confira a faixa “Skies Eyes”… 

“Whatever” apresenta uma das melhores performances vocais de Andre Adonis, em tons mais elevados, engradecendo seu poderio como frontman, comprovando sua versatilidade vocal na balada, e faixa seguinte, “Skies Eyes”, alcançando uma tonalidade mais suave e profunda.

Explorando ainda mais a flexibilidade do grupo, “Day By Day” esboça a técnica do quarteto, através de um instrumental explosivo e bem construído, onde a guitarra frenética de Netto toma frente e conduz com maestria seus poucos mais de três minutos de insanas profusões hard/heavy.

Confira a faixa “White Eclipse”… 

Tirando o pé do acelerador, “Pilot of Your Heart” e “Last Sunray in The Road” agradam pelas conjunções líricas aos instrumentais amenos, contudo mesmo agregando elementos melódicos ao tracklist robusto do álbum, podem sair um pouco do contexto, embora destaquem se pelas ótimas melodias e linhas vocais bem interpretadas.

No que se refere a música direta e bem feita, “Wing Seven” não decepciona. Dotada de uma excelente produção, instrumentos precisos, sonoridade cristalina e perfeitamente bem elaborada, o trabalho transborda profissionalismo, transitando entre o Hard Rock e o Heavy Metal com maestria e de maneira homogênea, transparecendo toda a experiência e maturidade da banda. Basta poucos minutos de audição para que a satisfação venha à tona, principalmente aos genuínos amantes do gênero.

Um álbum ímpar que merece o posto de um dos melhores do ano!

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