ATUALIZANDO A DISCOTECA: Demonauta, “Tierra Del Fuego” (2016)

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Demonauta: “Tierra Del Fuego” (2016, Kozmik Artifacts) NOTA:8,5.

Se nós, amantes brasileiros do Rock/Metal, cometemos uma falha capital é a de pouco valorizar as cenas de nossos irmãos sul-americanos. Poucos são aqueles que se dignam a ouvir e apreciar as bandas chilenas, argentinas, e uruguaias, muitas vezes por simplesmente eles entoarem suas canções na língua de Cervantes. E se nós, brasileiros, temos relutância até mesmo para Heavy Metal cantado em português, o que dirá em castelhano.

Esta condição, só nos priva de descobrir ótimas bandas como o Demonauta, banda formada em 2007, e com formação estabilizada por David Véliz (Guitarra/Vocal), Miguel Quezada (baixo) e Ale Sanhueza (Bateria), desde 2010. “Tierra Del Fuego”, já é seu quarto trabalho, e vem suceder “Vol 1” (2011), “Caminando en la Luna” (2012), e o ao vivo “Woodsatco 2014”  (2014).

Confira a faixa “Dell Vendaval”… 

E o que este power-trio nos apresenta é um Stoner Rock/Metal classudo, encharcado de fuzz (evoluindo o que fez o Blue Cheer lá atrás), linhas groovadas e engorduradas, melodias envolventes, bateria pulsante, e variações de andamentos que remetem diretamente a bandas como Black Sabbath, Kyuss, Queens of The Stone Age (do início), e Cathedral, numa aura acachapante, desértica e psicodélica, de peso aprazível e envolvente entorpecimento febril.

“Tierra Del Fuego” traz 7 faixas bem agradáveis ao longo de 40 minutos, jogando solos dilacerantes, riffs carnudos, bateria precisa, e vocais melodiosos a cada variação de andamento, além de um clima altamente astral e  bem psicodélico.

Isso tudo já está estampado na faixa de abertura “Into The Darkness”, e vai seguir até o desfecho com “Psiconauta”, inserindo força em passagens climáticas e viajantes ao longo de faixas como “Del Vendaval” (uma dança etérea de peso e melodia) e “Astro II”, com momentos que remetem aos bons tempos do Grunge.

Confira uma performance de “Sahara Trip”… 

Todavia, os maiores destaques vão para as faixas instrumentais “Sahara Trip” (de peso desértico à lá Palm Springs),  “Cosmos” (numa oscilação de peso e viagem) e o desfecho com “Psiconauta”, que refletem uma relação quase espiritual dos integrantes com a sua música.

Mesmo nas faixas que contam com linhas vocais, as palavras se fazem movimento e criam uma geometria musical abstrata e reflexiva, de peso, de entorpecimento hipnotizante, numa produção perfeita para o gênero.

Um belíssimo trabalho destes chilenos…

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