Personagens da Cultura Pop: JAMES BOND

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“Meu nome é Bond, James Bond”… O modelo de espião ocidental durante a Guerra Fria, de onde todos os clichês foram criados e recriados, vem do personagem de Ian Fleming, mais precisamente de sua adaptação cinematográfica. O escritor já experimentava o sucesso literário quando a adaptação de “007 Contra o Satânico Dr. No” ganhou as salas de cinema, com Sean Connery no papel do charmoso espião, de sagacidade impressionante e virilidade indestrutível. As diferenças entre livro e filme eram sutis, mas existiam, todavia, o mais importante é que a partir daqui criaram-se duas lendas da cultura pop: James Bond, a criatura, e Ian Fleming, o criador. 

 

UMA BREVE BIOGRAFIA FICTÍCIA NÃO-AUTORIZADA DE JAMES BOND…

O comandante James Bond é um agente do serviço secreto, de código 007, residente em Londres, mas de expediente internacional. Segundo suas descrições, seu rosto lembra o de Hoagy Carmichael, compositor cantor e ator norte-americano, mas com algo de cruel na boca, uma fina cicatriz na bochecha direita e frieza no olhar. De físico magro, cabelos negros e curtos.

Ainda pode ser pinçado dos livros que é um homem na casa dos trinta e cinco anos (nas obras de Fleming), com aniversário em 11 de novembro, filho de um escocês, Andrew Bond, e mãe suíça, Monique Delacroix, e que ficou órfão aos onze anos de idade, quando seus pais perecem em um acidente, indo morar com a tia Miss Charmian Bond,na vila de Pett Bottom.

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Ian Fleming, criador de James Bond, já experimentava o sucesso literário quando a adaptação de “007 Contra o Satânico Dr. No” ganhou as salas de cinema, com Sean Connery (sem a provação do autor, diga-se) no papel do charmoso espião…

Em sua primeira visita a Paris, aos dezesseis anos, Bond perde a virgindade (fato que será explorado em eventos futuros nos livros). Posteriormente, teria frequentado a Universidade de Genebra (a mesma de Flemming), e aprendido a esquiar em Kitzbühel com Hannes Oberhauser (que mais tarde seria morto em uma das missões de Bond).

Fumante inveterado, James Bond ocasionalmente ainda é adepto de algumas drogas, por razões funcionais e de estimulação nas missões, ou de recreação (como anfetamina ou benzedrina adicionada ao champanhe), além de mostrar um caráter complexo, com traços de racismo, sexismo, e homofobia (compreensíveis se pensarmos no personagem como fruto de sua época).

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Segundo as descrições de James Bond, seu rosto lembra o de Hoagy Carmichael (na foto), compositor cantor e ator norte-americano, mas com algo de cruel na boca, uma fina cicatriz na bochecha direita e frieza no olhar. De físico magro, cabelos negros e curtos.

Em 1941 ele entra para o que se tornaria o Ministério da Defesa, terminando a II Guerra Mundial como comandante, entrando posteriormente para o Serviço Secreto, se tornando um agente 00, após matar dois agentes inimigos, dentre eles um espião japonês.

James Bond é um expert em armas, e sua preferida, estranhamente, é pistola automática Beretta .25ACP, um armamento que um homem na posição do espião não consideraria usar, afinal era considerada “uma arama para damas”. Sua perícia de tiro seria ímpar dentro do Serviço Secreto, mas ainda superável pela de seu instrutor. Também seria hábil em luta corpo-a-corpo, mergulho, pilotagem e golf.

 

O MAIOR ESPIÃO DA CULTURA POP

Ao todo, Fleming escreveu mais de vinte histórias sobre o agente secreto, entre romances e contos, e, após a sua morte em 1964, outros autores como  Robert Markham (pseudônimo de Kingsley Amis), Christopher Wood (que romantizou os roteiros de “O Espião que me Amava” (1977) e “007 Contra o Foguete da Morte” (1979)), John Gardner (que escreveu quase a mesma quantidade de histórias do espião que seu criador, incluindo “Goldeneye”, e a romantização de “Licença Para Matar” [1989]), o americano Raymond Benson, Sebastian Faulks (que considerou apenas a cronologia de Fleming, ambientando seu marcante “A Essência do Mal” (2008) nos anos 1960), e Jeffrey Deaver. Mas nem todos os convidados a dar continuidade à obra de Fleming aceitaram. O escritor James Leasor rejeitou o convite para escrever um romance com o personagem, logo após a morte de Ian Fleming.

Além de não seguir a “cronologia” literária, a versão cinematográfica para o agente James Bond tem toda uma mitologia paralela, que inclui mulheres belíssimas, carros velozes, equipamentos de alta tecnologia, e espionagem, além de uma autoconfiança que beira a onisciência. Com esta equação, o personagem criou uma das franquias mais longevas da história do cinema, e um dos maiores mitos da cultura pop moderna.

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As seis encarnações de James Bond no cinema: Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnam, e Daniel Craig. 

Em seu nascedouro literário, Fleming tirou muto de si para emprestar ao personagem: o autor também trabalhou na Marinha, como voluntário, enquanto Bond é comandante dela, e Fleming também gostava de beber e de carros velozes. O nome do espião, por exemplo, foi retirado do livro predileto da esposa de Flemming, cujo autor se chamava James Bond. Claro, some a isso os atores que interpretaram o personagem dando sua contribuição à contextualização do agente secreto ao longo das épocas.

Sem sombra de dúvidas, a versão de Sean Connery é mais enaltecida pela classe do ator (mesmo que nos dias de hoje algumas cenas de sua era sejam politicamente incorretas, seus filmes são frutos de sua época e estão dentre os melhores da franquia), enquanto a de Timothy Dalton é a menos destacável, inclusive pelos títulos que estão dentre os mais fracos de James Bond. E por mais incrível que possa parecer, a versão de James Bond que mais me agrada é a de George Lazenby, em “A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969). Inclusive acho este o melhor filme de toda a extensa lista da filmografia de James Bond.

Confira o trailer do filme “A Serviço Secreto de Sua Majestade”, único de George Lazenby como James Bond… 

Australiano, Lazenby conseguiu dar um tom mais humano ao personagem, com profundidade psicológica, exploração de sentimentos e diminuindo a onipotência que a alegoria de James Bond carregava, principalmente por ser um agente da linhagem 00, que possui licença para matar e seguir seus próprios julgamentos, tomando as próprias iniciativas (fato que será crucial para as tramas mais modernas).

Sua recusa em dar continuidade ao personagem é carregada de versões, e muitos dos fãs de 007 não morrem de amores por este filme. Mesmo assim, Lazenby ficou marcado como primeiro a dizer a frase “Meu nome é Bond, James Bond”. Sean Connery, que retomaria o papel pela última vez, após a desistência de Lazenby, em “Os Diamantes São Eternos” (1971), dizia apenas “Bond, James Bond”. Diz a lenda que Connery era odiado por Fleming, e não o queria no personagem por achá-lo arrogante. Sua preferência era por Stewart Granger, que atuou em “As Minas do Rei Salomão”.

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Ian Flemming tinha preferência por Stewart Granger, que atuou em “As Minas do Rei Salomão” (onde interpretou o mesmo Allan Quatermain que ironicamente Sean Connery interpretaria em “A Liga Extraordinária”). Diz a lenda que Connery era odiado por Fleming, e não o queria no personagem por achá-lo arrogante…

Ainda tivemos a ironia britânica de Roger Moore à partir de “Live and Let Die” (1973), a adaptação do personagem à truculência dos tempos atuais com Pierce Brosnan à partir de 1995, e a modernização ativa e propulsiva da imagética de James Bond com Daniel Craig, que ao lado do diretor Sam Mendes tem nos dado uma das melhores fases da versão cinematográfica de James Bond (agora com cara amarrada), com ação, mas também moderna contextualização politica. Alguns críticos inclusive, após “Operação Skyfall”, dizem que Craig superou o Bond original de Sean Connery.

Em todo caso, ainda acredito que os filmes trouxeram uma contribuição maior que a própria imagem de James Bond. Os vilões! De forma muito criativa e até exagerada, temos exemplos como do Dr. No e seu braço metálico, Auric Goldfinger e sua mania por ouro, e o insistente, quase imortal, Blofeld e seu amor por gatos brancos. É exatamente deste personagem que vem o clichê do enquadramento do vilão sem mostrar o rosto mas sim suas mãos que acariciam um felino. Todavia, o mais marcante era o gigantesco Dentes-de-Aço, com sua mandíbula metálica que investia dentadas mortais.

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O mais marcante dos vilões de James bond, certamente, era o gigantesco Dentes-de-Aço, com sua mandíbula metálica que investia dentadas mortais.

Por fim, são quase sete décadas, seja por literatura ou cinema, em que James Bond está em alta na cultura pop, estabelecendo clichês da espionagem como gênero em ambas as artes, e reinventando-se ao longo das décadas para melhor se adaptar aos tempos. E com tamanho sucesso  atual, mesmo com seus altos e baixos anteriores, alguém duvida que este personagem ainda tem muito a oferecer?

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