ATUALIZANDO A DISCOTECA: Nad Sylvan, “The Bride Said No” (2017)

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Nad Sylvan: “The Bride Said No” (2017, Inside Out Music) NOTA:9,5

Nad Sylvan surpreendeu o mundo da música progressiva com seu álbum conceitual de 2015, “Courting The Widow”, desenvolvido sobre uma temática vampírica e musicalmente amparado pelo clima do século XVII e altas doses da musicalidade do Genesis. Dando “continuidade” ao tema, temos “The Bride Said No”,  seu novo trabalho.

Sylvan é um artista sueco na essência do termo. Passou por por algumas bandas ao longo da década de 1970, e esteve próximo do sucesso com o One By One, em meados da década de 1980, quando se desligou da banda, ressurgindo apenas em 2008, com o projeto Unifaun. Formou, neste período, o Agents of Mercy, ao lado de Roine Stolt (Flower Kings e Transatlantic), e desde 2012 trabalha com Steve Hackett em seu projeto Genesis Revisited.

Confira o clipe para a faixa “The Quartermaster”… 

A introdução “The Bridesmaids” vai te inserir num contexto cinematográfico/teatral de tonalidades góticas modernas, abrindo alas para a geometria progressiva clássica de “The Quartermaster”, uma faixa de pormenores renascentistas, e cadência envolvente, emoldurada por melodias sinfônicas aos teclados, rejuvenescendo os tradicionalismos de nomes como Genesis e Yes.

Os detalhes esbanjam bom gosto, principalmente nos backing vocals diferenciados espalhados ao longo do álbum. As intrincadas evoluções de cada instrumentista estão aqui, mas entrelaçadas de modo envolvente à melodias abrasivas, dando um sabor acessível a uma música extremamente técnica e esmerada. A variação de andamentos é constante, bem como a riqueza musical é abundante.

Confira o clipe para a faixa “When The Music Dies”… 

O trabalho como um todo consegue soar moderno, mesmo que Sylvan tenha construído suas músicas por elementos que se encontram na cartilha do gênero, num trabalho extremamente emocional, com sensibilidade ampliada por uma produção brilhante, que deixou cada nota pulsante e cada arranjo vívido, sem sabor datado, ou cheiro de mofo.

“When The Music Dies” é um dos destaques do trabalho, com acessibilidade quase pop, mas requintada e bela por natureza, características que reaparecerão na atmosférica e classuda “A French Kiss In A Italian Cafe”, mostrando que a paleta musical de Nad preza pelo multicolorido de texturas, timbragens e estilos utilizados para desenhar este panorama musical de alta classe artística, sintetizada na épica e grandiosa faixa-título.

Confira a faixa “What Have You Done” … 

“The White Crown” traz riffs encorpados em parceria a orquestrações e clima teatral, muito bem utilizado por nomes como Genesis e Marillion, assim como acontecerá em “Crime of Passion”, enquanto “What Have You Done” traz aquela melancolia mais austera que remete às tonalidades e texturas que Roger Waters empregava em suas composições mais emocionais no Pink Floyd, acompanhada de um duelo cheio de sentimento nas seis cordas, à cargo de Steve Hackett e Guthrie Govan.

Musicalmente, se desconstruirmos as composições, encontraremos  aquela geometria progressiva setentista, de teclados vertiginosos, vocais versáteis e performáticos no alicerce, mas o acabamento é feito por uma sonoridade moderna e diversificada, clima teatral, e detalhes góticos renascentistas extremamente familiares.

Nad Sylvan, que desde 2012 trabalha com Steve Hackett em seu projeto Genesis Revisited, nos brinda com um trabalho teatral, melancólico, envolvente e misterioso, que remodela pela forma da modernidade os tradicionalismos do progressivo setentista. 

Este álbum nasceu quando Nad revisitava uma composição escrita em 1989, intitulada “The Bride Said No”, e além de desfiar seus versáteis vocais, que remetem diretamente a nomes como Peter Gabriel (Genesis) e Fish (Marillion), ele toca todos os teclados, prepara todas as orquestrações, e registras algumas partes de guitarra.

Todavia, ele também está muito bem acompanhado por músicos do quilate de  Steve Hackett, Roine Stolt, Guthrie Govan, Tony Levin, e Jonas Reingold, além dos belíssimos vocais das cantoras Jade Ell, Tania Doko e Sheona Urquhart.

“The Bride Said No” é um álbum que engrandece ainda mais o legado de Sylvan, além de remodelar para a linguagem moderna os ensinamentos tradicionais do Rock Progressivo clássico.

Obra-prima do progressivo atual!

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