ATUALIZANDO A DISCOTECA: Humulus, “Reverently Heading Into Nowhere” (2017)

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Humulus: “Reverently Heading Into Nowhere” (2017, Oak Island Records) NOTA:7,0

Àqueles mais familiarizados com os ingredientes que produzem cerveja, o nome desta banda pode não ser tão estranho o quanto parece, afinal, “Humulus é um gênero botânico pertencente à família Cannabaceae. Sua espécie mais conhecida é a Humulus lupulus, o lúpulo do qual se produz cerveja.” E a alcunha se encaixa perfeitamente a este power trio italiano que se dedica ao stoner rock viajante, de texturas altamente psicodélicas e embriagantes.

“Reverently Heading Into Nowhere” é seu segundo álbum completo, precedido pelo álbum auto-intitulado, de 2012, e pelo EP “Electric Walrus”, de 2015, que revela uma banda dinâmica, extrapolando a veia sabática tão familiar ao gênero, numa dança musical entorpecente de peso e lisergia. Com seis temas distribuídos ao longo de pouco menos de quarenta e cinco minutos, as faixas longas e viajantes são exploradas no trabalho.

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O trio italiano se dedica ao stoner rock viajante, de texturas altamente psicodélicas. Todavia, se situam naquele ponto médio perigoso, de não ser tão brilhante e frio, ou nem tão quentes que inflamem o sangue do ouvinte. 

A abertura com “Distant Deeps or Skies” já te colocara no clima do álbum, que investe em longos andamentos instrumentais hipnóticos, tentando recriar musicalmente sensações quase etéreas. Aliás, a produção, muito bem adequada à música da banda, traz um sabor esfumaçado ao longo de todo o trabalho, como se as músicas fossem desfiladas por trás de um véu onírico.

Neste contexto, “Catskull”“The Gold Rush”, e “The Great Hunt” se destacam, como uma mostra direta e precisa da proposta da banda, que flerta com alguns toques de Grunge, e as óbvias referências do gênero, intercaladas com oxigenantes passagens mais climáticas e viajantes.

Já em faixas como “Anachronaut” (com teclados muito bem encaixados) ou “Rama Kushna”, o clima de jam session se destaca do caldo musical. Além disso, claramente as faixas estão bem dispostas como lados de um LP: duas aberturas, dois picos de intensidade e dois fechamentos.

Confira, via Bandcamp, o álbum na íntegra…  

No geral, o trio italiano preenche o vazio com riffs sabáticos, em torno de um pântano psicodélico pinkfloydiano, criando andamentos longos e periódicos, onde os sentimentos e as texturas são intensificadas. Todavia, se situam naquele ponto médio perigoso, de não ser tão brilhante e frio como neve, ou nem tão quentes quanto fogo.

Pra quem é fã do gênero, vale a conferida…

 

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