ATUALIZANDO A DISCOTECA: Radiohead, “A Moon Shaped Pool” (2016)

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Radiohead: “A Moon Shaped Poll” (2016, XL Recordings) NOTA:8,0

Você pode rotular a banda Radiohead como quiser, menos como uma pilha de mais do mesmo! Desde o início melódico avassalador com álbuns como “The Bends” (1995) e “Ok Computer” (1997), passando pelo experimentalismo de “Kid A” (1999), até a genialidade obscura de “In Rainbows” (2007), temos obras-primas da inquietude musical contemporânea e vanguardista dentro do pop atual.

Claro que esta é apenas metade da discografia da banda que oscila entre altos e baixos, sendo que “A Moon Shaped Pool”, mais recente trabalho, figurará entre os bons trabalhos da banda. Mas longe da excepcionalidade dos supracitados.

No saldo final, A Moon Shaped Pool” envolve uma trama sombria e melancólica de beleza entorpecente, brilhante demais para ser neve, porém não tão caloroso para ser fogo. Um bom trabalho do Radiohead, mas longe da excepcionalidade da quadra “The Bends” (1995), “Ok Computer” (1997), “Kid A” (1999), e “In Rainbows” (2007). 

Em “A Moon Shaped Pool” estamos longe da ousadia eletrônica ou da exploração roqueira, num álbum que oscila na qualidade das faixas por uma textura pasteurizada, minimalista, e impregnada por uma lisergia artificial, refletindo uma inquietude na forma de compor, tentado explorar novos caminhos.

Às vezes se perdem em campos musicais inócuos, mas quando a coisa entra nos trilhos, a vigem é surrealmente interessante.

Confira o clipe de “Daydreaming”… 

Temos uma ciclotímica exploração da organicidade quase hipnótica de orquestrações e violinos pontuais, que amplificam o clima onírico dentro a esterilidade moderna, criando um sabor viajante e interessante ao longo de faixas como “Daydreaming”, “Deck’s Dark”, “Deseert Island Disk” (ecoando a tristeza folk de Nick Drake no clássico “Bryter Lyter” pela lógica espacial do Radiohead), e “The Numbers”.

Já “Identikit” traz uma guitarra atonal sintetizada irritante, sendo o ponto menor do repertório.

Confira o clipe de “Burn The Witch”…

No saldo final, apesar da voz de Yorke vir ainda mais carregada de emoção, amplificando sua carga interpretativa, e o instrumental envolver uma trama sombria e melancólica de beleza entorpecente, a verdade é que entregaram um disco brilhante demais para ser neve, porém não tão caloroso para ser fogo.

Em certa medida, existe uma fagulha de pretensão nas linhas repetitivas de piano, e por mais que existam destaques, nada marca indelevelmente quando o disco termina.

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