ATUALIZANDO A DISCOTECA: Necrolytic Goat Converter, “Isolated Evolution”

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Necrolytic Goat Converter: “Isolated Evolution” (2017, Independente) NOTA:7,5

Com uma demo nas costas, intitulada “Demo MMXVI” (2016), e um split ao lado da one-man-band Domestikwom, o multi-instrumentista norte-americano Chris Voss apresenta o primeiro full lenght de seu projeto Necrolytic Goat Converter, “Isolated Evolution”,  investindo num interessante Depressive Black/Death Metal.

Alheio ao estranhamento causado pelo nome de seu projeto, seu nascimento tem um caráter de terapia para Chris, que decidiu expressar pela guitarra seus sentimentos mais depressivos, como forma de expulsá-los de si.

Resolveu então desencastelar de seu escritório, onde se via insistentemente tocando os riffs do clássico “Transylvanian Hunger”, do Darkthrone, e compor, à partir desta referência, quase como uma forma de terapia musical.

Desta forma, o que começou como uma brincadeira, fortemente influenciada pela banda norueguesa, evoluiu para um álbum que desenvolve sete faixas, ao longo de quarenta e três minutos, colecionando mais acertos do que erros numa proposta no mínimo interessante.

O multi-instrumentista norte-americano Chris Voss apresenta o primeiro full lenght de seu projeto Necrolytic Goat Converter, “Isolated Evolution”, investindo num interessante Depressive Black/Death Metal, ora se refestelando na agressividade do Metal extremo, ora sendo mais climático e melancólico…

Obviamente existe uma incerteza de identidade por aqui, mas que é fruto do caráter exploratório que estas composições trazem, ora se refestelando na agressividade do Metal extremo, ora sendo mais climático e melancólico, e por vezes se valendo da cadência envolvente e arrastada do Doom/Black Metal, mas sempre guiado por um fio condutor: os vocais sepulcrais, como se entoados das profundezas abissais do inferno.

Faixas como “A Quiet Affirmation”, “Seraphim” (esta com alguns vocais limpos e timbragens mais sujas), “The Calamity of Not Knowing” (flertando com a textura do shoegaze, entremeada à melancolia de melodias limpas) e “Strange Symbols” (mais agressiva) representam bem esta diversidade na fórmula da banda.

Esta exploração mostra uma desenvoltura benéfica para o envolvimento do ouvinte, pois cada composição se mostra diferente das demais, seja em extensão, peso, velocidade e texturas.

Confira o clipe de “A Quiet Affirmation”… 

Além disso, algumas timbragens remetem ao alternativo noventista, enquanto outras melodias ao pós-punk oitentista, tudo por uma produção contextualizada ao clima mórbido que Chris queria criar. Mesmo assim, o som da bateria programada poderia ter sido melhor trabalhado dentro deste panorama.

Como destaques, temos a faixa-título (que mescla bem a agressividade do Black Metal com o aspecto melódico), “The Dark Within” (de longe a melhor do álbum, com riff tangenciando o Metal Tradicional, com groove e feeling conjurados por uma geometria moderna) e “Eternal Winter” (um Black Metal de desfecho belo e climático).

Existe muito o que lapidar na fórmula do Necrolytic Goat Converter, mas a essência inquieta e exploratória está aqui, em prol das estruturas mais modernas do Black Metal, seja ele Depressive, Post, ou qualquer coisa que o valha.

Confira o álbum na íntegra, via Bandcamp… 

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