ATUALIZANDO A DISCOTECA: Jupter Hollow, “Odyssey” (2017, EP)

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EP cover odyssey - jupiter hollow
Jupiter Hollow: “Odyssey” (2017, independente) NOTA:8,5

São em momentos como este que a maravilha da internet se materializa em nossa frente. Em tempos passados, seria quase impossível saborear um trabalho como este EP da banda Jupiter Hollow. Na verdade, um duo, formado pelos músicos canadenses Grant MacKenzie (guitarra, baixo e teclados) e Kenny Parry (vocais, bateria, e teclados), em 2015, com o intuito de praticar uma forma diferenciada e moderna da música progressiva, como uma experiência áudio-visual. “Odyssey” é um EP que inaugura a discografia do Jupiter Hollow, de forma auspiciosa.

Neste sentido, temos arranjos intrincados, pesados e dinâmicos, mas bem contextualizado à estética progressiva e mesclados a passagens mais melódicas, climáticas e cativantes, com mudanças constantes de andamentos, instrumental técnico, forjando uma estrutura moderna, mas com ecos do passado, num amálgama de nomes como Tool, Rush, A Perfect Circle, Pink Floyd, e Tesseract.

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O duo Jupiter Hollow nos apresenta um EP de estréia auspicioso em sua geometria progressiva, dialogando com classicismos e modernidades, com claras referências de Tool, Rush, A Perfect Circle, Pink Floyd, e Tesseract…

Mesmo que Kenny elenque outros nomes como influência (Maynard James Keenan, Mike Lessard, Dan Tompkins e Ian Kenny são alguns deles), e seu alcance vocal conceda versatilidade às suas linhas, em vários momentos, principalmente quando emoldurados pelas linhas mais intrincadas e clássicas,  é impossível não pensar no Rush e em Geddy Lee.

Por sua vez, o instrumental consegue dialogar com eras distintas da música progressiva dando às formas setentistas um pouco da dinâmica moderna (como em “Deep In Space”), que, por sua vez, vem embalada na organicidade da produção antiga (como na pesada “Over 50 Years”, com dissonantes, matemáticos e agressivos flertes com o Metal Extremo).

Confira a faixa “Over 50 Years”… 

São poucos os pontos negativos destes trabalho, ainda mais quando temos uma quantidade pequena de músicas, mas acredito que o duo poderia investir um pouco mais nas linhas melódicas e climáticas, e deixar as menos truncadas dentro das composições, usando até mesmo estes elementos ambientais como transições mais fluidas. Talvez a mão de um produtor (o EP é produzido pelos próprios músicos) mais experiente possa ajudar muito neste sentido.

Ou seja, são cinco faixas, que completam um EP de pouco mais de vinte minutos, passeando pelas definições da música progressiva com desenvoltura, donde destacamos “Hades Heart”, com suas melodias cativantes, a climática “Ascending”, e a caleidoscópica faixa-título, deste primeiro trabalho que instiga nosso paladar para o que virá no álbum completo, que já tem até nome: “AHDOMN”

Confira o EP “Odyssey”, na íntegra, via Bandcamp… 

 

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