ATUALIZANDO A DISCOTECA: Datavenia, “Welcome to the Underground” (2016)

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Datavenia: “Welcome to the Underground” (2016, Independente) NOTA:9,0

E a banda gaúcha Datavenia chega causando ótima impressão em seu primeiro full lenght, “Welcome to the Underground”. Formada em 2007, esses quase dez anos de estrada até o álbum de estréia foram cruciais no processo de construção de sua identidade sonora que extrai o conteúdo latente do Heavy Metal praticado por bandas como Metallica, Pantera, Black Label Society, e Iced Earth.

E esta personalidade musical já tem consciência de que o segredo do Heavy Metal está num bom riff e num refrão bem trabalhado. A partir desta premissa, a banda Datavenia explora a musicalidade dos tradicionalismos do Heavy Metal, dando-lhes oxigenação, por uma produção consistente, à cargo de Moris Drumm em parceria com a própria banda, que conferiu ainda mais poder a este cartão de visitas, com parte gráfica de alto nível.

Corroborando esta observação, a “riffão” de abertura da faixa-título, primeira do trabalho, chegou a me lembrar do Budgie, abrindo alas para a uma base “trampada”,  construída com testosterona e organicidade, empolgando de imediato e criando expectativa pelo que será desenvolvido à seguir.

A banda gaúcha Datavenia chega causando ótima impressão em seu primeiro full lenght, “Welcome to the Underground”, apresentando uma personalidade musical consciente de que o segredo do Heavy Metal está num bom riff e num refrão bem trabalhado…

E as composições que virão na sequência formarão aquele tipo de álbum que ferve o sangue de quem gosta de um Heavy Metal vívido, carnudo, bem tocado e nada pasteurizado, que provoca air drums e air guitar involuntários, além de headbangins compulsórios.

Enquanto as linhas de guitarra de Guilherme Busatto e Gabriel Quatrin injetam dramaticidade, delineando tradicionalismos do gênero e uma alta dose de adrenalina metálica, mesclando os riffs abafados do Metallica, com claras influências de Zakk Wylde, os vocais densos e de determinação furiosa de Guilherme Busatto dão a tônica melódica das composições muito bem alicerçadas pelo baixo e a bateria, à cargo da dupla Guilherme Argenta e Eduardo Pedoraro, respectivamente, responsáveis por marcar os padrões agressivos.

Num álbum difícil de eleger destaques pela alta qualidade das composições, devemos enaltecer os andamentos bem elaborados e executados, principalmente nas introduções (como na ótima e cadenciada “Hate To The Bone”), construindo composições bem estruturadas dentro dos padrões modernos do Heavy Metal, à partir das influências clássicas, com gana nas linhas de guitarra, melodia na medida certa, refrãos envolventes e atitude bem distribuída.

Confira o clipe da faixa-título… 

Neste contexto, oscilam bem as passagens melódicas com as mais pesadas (como na marcante “Bad Days”, ou na cadenciada “Rescue Me”), e timbragens metálicas com outras mais “pantanosas”, de características sulistas (como escancara a ótima power ballad “The Last Chance”), com groove controlado (mais proeminente em “Bang Your Head”), além de esbarrarem constante e fortemente no Thrash Metal (como no desfecho com “Unprotected”).

Fatalmente, uma banda que está no caminho certo, bastando alguns pequenos ajustes no equilíbrio da crueza em relação a organicidade da produção, além de uma maior preocupação na confecção a letras, para que extraiam todo o potencial de sua fórmula. Afinal, o talento já transborda destas músicas.

É certo que “Welcome to the Underground” vai além de simplesmente apresentar a banda, criando uma alta expectativa para o seu futuro.

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