ATUALIZANDO A DISCOTECA: Human, “Sad Modern World” (2016)

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Human: “Sad Modern World” (2016, Ihells Produções) NOTA:7,5

Essa banda baiana, que buscou seu nome no clássico álbum da banda Death lançado em 1995, poderia ser enquadrada como um nome do Metal Tradicional brasileiro, mas por vezes algumas nuances mais elaboradas deixam este “Sad Modern World”, seu primeiro full lenght, com aspecto progressivo, remetendo a bandas como Symphony X, Fates Warning, e algo dos primeiros álbuns do Tiles, pela sonoridade multifacetada, intrincada e intensa.

Já com uma década de história na bagagem, que frutificaram no EP “Leaving The Shadows” (2012), além deste primeiro trabalho, o quarteto completado por Pedro Neto (Vocal,), Níass (Guitarra), Rafael Sampaio (Baixo) e Clauzio Maia (Bateria), musicalmente, entrelaça a técnica instrumental e as circunvoluções harmônicas da música progressiva ao mais puro e tradicional Heavy Metal, focado no ritmo ao invés da velocidade, de refrãos marcantes, vocais emocionantes e bem construídos (Pedro inclusive lança mão do direito de exagerar, imprimindo alta dramaticidade em suas linhas), momentos hard n’ heavy e instrumental forte, que ecoam a linhagem nobre do Heavy Metal Britânico, de nomes como Black Sabbath (da fase Tony Martin), Iron Maiden, Saxon, Diamond Head, Judas Priest e Demon.

“Sad Modern World” é o primeiro álbum da banda baiana Human, misturando Metal Tradicional com intrincados momentos progressivos, envolto num conceito lírico culturalmente riquíssimo… 

Mais precisamente “Sad Modern World” é também um álbum conceitual, musicalmente temperado por passagens diferenciadas e harmônias ousadas, com muitos riffs, guitarras cortantes, passagens cavalgadas, progressões e variações rítmicas, que geram faixas de destaque como “Checkmate” (inspirada no filme “O Sétimo selo”, dirigido pelo sueco Ingmar Bergman e lançado em 1957), “We Can Live Our Time” (um Prog/Hard Rock brilhante), “Sweet Home of Stars” e “Make Your Choice” (com linhas ousadas, e afinação diferenciada). 

Junto a estas, a faixa-título, “Sad Modern World” vai além do quesito de destaque musical, com seu riff ganchudo oriundo das linhas de guitarra instigantes, baixo proeminente, e vocais envolventes, sendo inspirada no documentário “Da servidão moderna”, criado pelo francês Jean-François Brient, e que faz uma crítica ao “mundo moderno” em que vivemos, no qual as pessoas, enquanto buscam desesperadamente se adequarem aos padrões, não têm mais tempo para o que realmente importa, tornando-se verdadeiros “fantoches” do sistema. Certamente a composição mais classuda do trabalho.

Confira a faixa-título… 

Ou seja, além de riqueza instrumental e de dramaticidade impressa em cada arranjo, os músicos se esmeram ao criar conceitos inteligentes, com inspirações filosóficas e artísticas, seja na literatura ou no cinema, abordando temas como maniqueísmo, manipulação, ganância, exploração da fé, intolerância, conservadorismo e alienação, de modo mais introspectivo e reflexivo, além de buscar ascendências em pensadores como Friedrich Nietzsche.

O único porém do trabalho vai para a produção crua, que é mais eficiente aos momentos fiéis ao tradicionalismo metálico, mas pouco funcional às partes mais progressivas que, por definição estética, pedem por mais lapidação para que acendam todo o seu brilho. Além disso, acredito que esta crueza tirou um pouco da robustez que daria um impacto ainda maior aos arranjos das composições que estruturalmente são fluidas, cativantes e de bom gosto metálico, mas que soam magras em algumas pontualidades.

“Sad Modern World”, enfim, vai além da simples missão de apresentar a banda Human, oferecendo perspectiva de um brilhantismo que pode ser apresentado no futuro, com mais foco à produção!

Confira a faixa “Sweet Home of Stars”… 

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