ATUALIZANDO A DISCOTECA: Diablo Blvd, “Zero Hour” (2017)

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Diablo Blvd: “Zero Hour” (2017, Nuclear Blast) NOTA:9,5

Formada em 2005, a banda Diablo Boulevard chega a seu quarto full lenght, “Zero Hour”, buscando renovação e mostrando maturidade. Aquela banda que pinçou seu nome numa música do Corrosion of Conformity e apresentava traços menos sujos de Stoner, suplantou as influências de Danzig, Down e do próprio CoC, elevando a tonalidade gótica de sua música principalmente pelos ensinamentos de Peter Steele, e seu Type O Negative, deixando apenas as pinceladas das influências do Metallica aqui e acolá.

E a abertura com “Animal”, um dos singles deste novo álbum, já mostra que a acessibilidade e a modernidade do Heavy Metal andarão juntos em mais este capítulo, disfarçando, o apelo melódico do álbum com texturas industriais e alternativas, que cativam de imediato, se apresentando, no geral, como um Hard Rock moderno em vestes gótico-scifi.

Confira o clipe de “Summer Has Gone”… 

O groove envolvente de outrora ainda permanece bem calibrado, os arranjos ainda tendem mais para o Rock do que para o Metal, numa mistura interessante e alegoricamente sombria de Metallica (confira “Demonize”), Type 0 Negative (ouça “You Are All You Love”, uma das melhores), Killing Joke  e Sisters of Mercy (“The Future Will Do What it’s Told”), alicerçada por uma seção rítmica que pulsa (o trabalho do baterista Kris Martens é imprescindível para o resultado final) ao conduzir as harmonias de gigantismo quase pop dos vocais, e das linhas de guitarra que invadem o cérebro, tudo isso envolto na aclimatação bem feita dos teclados.

Neste traçado musical, ainda destacam-se as composições “God In The Machine” e “The Song Is Over” (uma irresistível fusão de Metallica com Type 0 Negative), por trazerem sua proposta bem talhada nos detalhes.

“Zero Hour” impressiona também pela ótima dinâmica ao dialogar fluida e eloquentemente com eras distintas do Rock/Metal (“Like Rats”, outro destaque máximo, por exemplo, é uma reconstrução do Dark/Alternative Rock oitentista), numa dança interessante de sobreposições de texturas, mas de forte consciência pop.

Confira o clipe para “Animal”… 

É fato que a banda reconduziu sua sonoridade a uma nova direção, num refinamento nítido de suas bases, que mesmo acessíveis e de assimilação imediata, traz pormenores instigantes e de DNA Heavy Rock, numa performance bem trabalhada em estúdio, ficando evidente a mão do produtor Dag Taeldeman em cada composição, nos dando um dos melhores álbuns de Dark Rock dos últimos tempos.

Sendo assim, o Diablo Blvd conseguiu manter a tradição de nos dar álbuns diferentes entre si, mas agora com mais maturidade e consistência!

Que álbum, senhores! Que álbum…

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